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26 de Fevereiro de 2020

Eu, ex-cotista, “vagabunda”

A. K., Estudante
Publicado por A. K.
há 5 anos

Negra, hoje Relações Públicas, a blogueira Gabriela Moura teve uma adolescência difícil como tantas outras jovens de periferias brasileiras. Mas decidiu que ingressar numa universidade pública não era uma audácia, como diziam, e sim um sonho possível. Durante a vida acadêmica, no entanto, teve que enfrentar a ira dos não-cotistas. “A prática não deixa muita dúvida: educação é para quem pode comprar”. Já graduada, Gabriela diz que não restam dúvidas sobre o sistema de cotas: “Ele não substitui a necessidade de repensarmos a educação de base, mas impede que a disparidade racial do país aumente”

Favela 247 – A adolescência de Gabriela Moura foi parecida com a de muitas jovens negras, moradoras de periferias das grandes cidades brasileiras. Filha de uma costureira que já havia sido babá e empregada doméstica, o sonho de entrar numa universidade pública chegava a ser considerado uma audácia. “O ensino superior não era um direito de todos. Nós, que estávamos às margens da cidade, geralmente acabávamos por servir os que estavam no topo”, relata, em artigo publicado no blog que ela própria alimenta, o Gabinoica, etc. Hoje, aos 27 anos, Gabriela conta como conseguiu deixar as probabilidades pra trás e não só ingressar na Universidade Estadual de Londrina (UEL), pelo sistema de cotas, como se formar em Relações Públicas e, aos 24 anos, assumir a gerência de uma empresa.

O caminho não foi fácil: ao ingressar no ensino superior através de cota, teve que enfrentar a ira dos não-cotistas e ouvir que o sistema “é racismo inverso contra brancos” e que “cria vagabundos” – essa última, na opinião da autora, “possivelmente a acusação mais esdrúxula neste mar de chorume racista”. “Cotas funcionam, sim. E incomodam, também. Incomodam porque provam que vestibular não serve mais pra nada, e porque ‘mescla’ um ambiente que, até dez anos atrás, era homogêneo. Branco. As cotas provam que elite intelectual é um termo inventado para deprimir e assustar aqueles que não possuem grandes quantias de dinheiro para serem gastas em escolas que vendem mais imagem do que conhecimento”, opina Gabriela. “A prática não deixa muita dúvida: educação é para quem pode comprar”.

O começo da vida universitária da atual profissional de Relações Públicas não foi fácil. Mas não só o mundo acadêmico como novas oportunidades de vida se descortinaram quando ela ingressou no projeto Afroatitude, que unia alunos cotistas de dez universidades públicas. “Entrei em contato com a cultura negra, o que me era inédito, usei o dinheiro da bolsa pra comprar o primeiro computador da minha vida, estudei a vulnerabilidade da população negra e isso serviu de estopim pra tudo o que eu sou hoje”. Para ela, não resta dúvida: “O sistema de cotas para negros é bem simples de entender, ele é feito para a inserção de pessoas negras na universidade. Ele não substitui a necessidade de repensarmos a educação de base, mas impede que a disparidade racial do país aumente”.

Por *Gabriela Moura, para o Gabinoica

Eu, ex-cotista, “vagabunda”

Eu não vou conseguir ser linear, mas espero que entendam os pormenores desta história íntima. Eu morei 10 anos em Londrina, no norte do Paraná, em um bairro de periferia chamado Jardim Leonor e estudava em uma escola estadual. Na época não era assim muito comum ter sonhos além de chegar ao final do ensino médio, então a falta de credibilidade das pessoas em mim já começava ai. As pessoas, menos a minha mãe. Quando eu tinha 16 anos eu decidi mudar de período na escola, indo do matutino ao noturno, para que assim tivesse um tempo para trabalhar e pagar o cursinho pré-vestibular. E isso já era uma audácia muito grande: desejar ingressar na Universidade Estadual de Londrina. A minha mãe não deixou que eu seguisse com estes planos, dizia que seria pesado demais conciliar trabalho e escola, e me sobraria pouco ou quase nenhum tempo livre pra diversão e coisas de adolescente. Por isso eu comecei a tentar estudar em casa mesmo, só com os materiais da escola – internet era um luxo inimaginável. Na verdade, nem computador eu tinha, e não tinha vaga ideia de quando eu teria um. A minha mãe trabalhava como costureira autônoma.

Tudo isso para explicar que: era impossível pagar cursinho, era impossível pagar escola particular e o que eu tinha era um punhado de livros e o sonho de ingressar no curso de Relações Públicas da UEL. Essa era uma situação risível no meio onde eu vivia. O ensino superior não era um direito de todos. Nós, que estávamos às margens da cidade, geralmente acabávamos por servir os que estavam no topo. Era muita audácia da minha parte.

Para encurtar esta parte da história: Em fevereiro de 2005 eu fui a uma festa promovida pela rádio pop local, que divulgaria o resultado do vestibular ao vivo, e quando eles distribuíram o jornalzinho do resultado (patrocinado pelo maior colégio particular da cidade, risos), meu nome estava lá, e naturalmente minha mãe chorou quando recebeu a notícia por telefone, um celular que eu peguei emprestado de um amigo.

Estaria tudo ok se não fosse um porém: eu era cotista. Isso aí é como se eu carregasse alguma placa em neon piscante dizendo que eu não pertencia àquele lugar. Desde o começo eu ouvi manifestações hostis de pessoas que diziam abertamente que eu não deveria estar ali, pelos seguintes motivos:

– Elas estudaram muito, pagaram 2, 3, 4 anos do cursinho mais caro da cidade justamente para terem mais chance.

– Um possível mau desempenho meu atrasaria a turma toda.

– É racismo inverso contra brancos (sic).

– Cria vagabundos.

Eu queria explicar estes pontos de maneira ponderada e organizada, mas não dá. A explicação vai vir bagunçada, tal como a bola de ódio nutrida contra cotistas nas turmas de 2005 da Universidade Estadual de Londrina.

Pra começar, vocês precisam entender que eu não acredito no sistema de vestibulares como seleção de pessoas inteligentes e aptas a esse grande portal de suposição de superioridade intelectual chamado Universidade. Pra mim, o ensino deveria ser universal. E para o vestibular nós nos matamos para compreender ou decorar coisas que às vezes fazemos questão de esquecer o mais rápido possível, porque temos (ou deveríamos ter) direito de escolher as áreas que gostamos mais. Meus conhecimentos em química evaporaram tão rápido quanto perfume ao sol. Mas em mim ficou a Geografia Política, que eu fazia questão de ser a melhor aluna da sala, História, Literatura e os idiomas. E era isso que eu queria continuar estudando. O vestibular é um funil desgraçado e cruel.

As escolas moldam crianças e adolescentes para passarem em provas “difíceis”, abordando questões pouco compreensíveis e ignorando toda a realidade social, só para estampar a cara do aluno vencedor e fazer dele uma mídia espontânea, que trará mais alunos para a escola e, assim, mais dinheiro. Conhecimento pode ser adquirido, mas não deveria ser tão difícil. Desde mensalidades, até preços de livros, é tudo um grande obstáculo. Quem trabalha com educação sabe disso ainda melhor do que eu, por ter uma visão global e maior conhecimento sobre a influência econômica no sistema educacional. Mas a prática não deixa muita dúvida: educação é para quem pode comprar.

Sobre o racismo inverso a gente finge que não ouviu, pro bem da nossa saúde mental. E se insistirem, uma aula explicando o massacre das populações negras deveria ser suficiente. Se não for, é porque o ouvinte é mau-caráter, mesmo. E também me surgia a dúvida: a pessoa estuda 4 anos em escola particular e culpa uma cotista de ter roubado a vaga? Não soa razoável. Mas dinheiro ainda importava.

Ai vem a nova parte da minha novela.

Sobre a vagabundagem cotista: possivelmente a acusação mais esdrúxula neste mar de chorume racista. O curso de Relações Públicas não é dos mais caros. Os livros saem por cerca de 40 reais. A exceção são os livros de Economia e Marketing que, às vezes, passam dos 100. Mas todo aquele volume de xérox começou a falir a conta bancária que eu já não tinha. E, em certos dias, eu precisava escolher entre pagar 3 reais de passagem de ônibus ou usar estes mesmos 3 reais para comprar comida. Dentro do ambiente acadêmico, porém, o desempenho era equivalente. Eu não sentia que era menos capaz do que meus colegas oriundos de escolas particulares.

Então eu ingressei em um projeto chamado Afroatitude, que unia alunos cotistas de 10 universidades públicas:

“O Programa Nacional Afroatitude propicia aos alunos negros bolsas para desenvolverem projetos com os temas: Cultura e População Negra/Discriminação Racial, Vulnerabilidade Social, Prevenção das DST/AIDS e Direitos Humanos. Na UEL, o relatório final dos bolsistas Afroatitude que participaram de projeto de iniciação científica (2005-2007) deu-se com a entrega de um artigo sob supervisão do orientador. Os trabalhos foram surpreendentes, considerando que se tratavam de alunos da primeira série, que descortinavam um mundo extremamente novo em relação ao seu cotidiano, quer como vivência em sala de aula, quer como participação em projetos.”

Com este projeto eu entrei em contato com a cultura negra, o que me era inédito, usei o dinheiro da bolsa pra comprar o primeiro computador da minha vida, estudei a vulnerabilidade da população negra e isso serviu de estopim pra tudo o que eu sou hoje. Apoiados pela Secretaria dos Direitos Humanos do Governo Federal, nós tivemos a chance de estudar a influência e as carências das populações negras das regiões em que vivíamos, e pudemos finalmente ter a noção do tanto de trabalho que ainda havia a ser feito. Eu não sei se consigo ser objetiva neste ponto e explicar direito a importância deste projeto em minha vida. Digamos que minha intelectualidade ganhou na loteria acumulada. Muita riqueza de informação. Em paralelo a isso, eu queria entender por que alguns colegas insistiam que eu e meus demais amigos cotistas éramos inúteis e tão dispensáveis, e por que não deveríamos estar ali. Na época era algo que eu não conseguia nem começar a explicar, e me restava ficar calada em situações constrangedoras, como quando pessoas riram ao assistir “Quanto Vale? Ou é por quilo?”, chamando objetos de tortura de escravos de “enfeite pra cara”.

Me deem um desconto, eu era uma piveta de 17 anos sem muito acesso à informação. Felizmente, 4 anos foram suficientes pra provocar uma tormenta em mim, que me deixou cada dia menos tolerante a provocações racistas.

Eu me formei em 2008, sem ter a minha foto de criança exposta no painel da festa, como meus outros colegas, por eu não ter conseguido pagar a festa. Eu fui como convidada de uma amiga.

Eu me formei odiando festas de formatura e me sentindo deslocada.

Mas o que é importante dizer que cotas funcionam, sim. E incomodam, também. Incomodam porque provam que vestibular não serve mais pra nada, e porque “mescla” um ambiente que, até 10 anos atrás, era homogêneo. Branco. As cotas provam que elite intelectual é um termo inventado para deprimir e assustar aqueles que não possuem grandes quantias de dinheiro para serem gastas em escolas que vendem mais imagem do que conhecimento. Ou para manter estas pessoas longe da preocupação da escola pública, porque afinal, pra que se preocupar com a escola da filha da empregada se a tua cria pode estudar no palácio do centro?

Como costureira, empregada e babá, a minha mãe passou a vida construindo sonhos comigo. O sistema de cotas me ajudou a realizar um deles, Mas esta é a visão individualista, e vocês precisam entender o impacto global disto. Sendo cotista, eu ingressei em um excelente curso de uma excelente instituição, recebi um tsunami de cultura negra que me empoderou de uma forma que eu nem imaginei que fosse possível. Já formada, eu passei a me preocupar em ser uma multiplicadora, levando pra frente o que eu aprendi com o Afroatitude, e faço questão de empoderar cada jovem negro que passa pela minha vida. Com o sistema de cotas eu enfrentei a sociedade mimada, acostumada a ser bem dividida entre os que nasceram pra servir e os que nasceram pra serem servidos, e eu trabalho até hoje contra segregação racial. E vou continuar trabalhando enquanto meu corpo e minha mente permitirem.

Como profissional de Relações Públicas, aos 24 anos eu alcancei a posição de gerência da empresa onde trabalhei. Não me soa nada ruim.

Eu voltei a estudar em 2010, desta vez escolhi aprender a ler, escrever e falar árabe coloquial e árabe clássico. Estudei cinema árabe, literatura árabe, filosofia árabe, história árabe.

O sistema de cotas para negros é bem simples de entender, ele é feito para a inserção de pessoas negras na universidade. Ele não substitui a necessidade de repensarmos a educação de base, mas impede que a disparidade racial do país aumente. O sistema de cotas não é outra coisa, senão um sistema inclusivo. Também é leviano chama-lo de “esmola governamental”, porque uma das obrigações do governo é justamente zelar pelo bem estar de seus cidadãos, e os cotistas estão apenas utilizando um direito, que é o de estudar. Errado é achar que, porque estas pessoas não tiveram 1.500 reais por mês durante 15 anos, não merecem entrar pelos portões da frente do ensino superior. O sistema de cotas incomoda porque mostra que dinheiro pode comprar coisas, pode até comprar gente, mas não pode comprar humanidade.

E, por falar em conhecimento, um sem-número de artigos já explicaram a real eficiência desta solução, então não é difícil a compreensão.

Há também quem busque invalidar toda a experiência dos cotistas, afirmando que a única solução correta e eficiente seria a reforma total do ensino de base, apenas. Eu talvez preste atenção nisto no dia que todos os pais puderem educar seus filhos com as mesmas condições econômicas, e isso inclui os empregados de quem desqualifica os cotistas.

*Gabriela Moura, 27 anos, é Relações Públicas e trabalha com Marketing Digital. É voluntária no Coletivo Feminista Não Me Kahlo. Morou na periferia de Londrina (PR) dos 10 aos 21 anos e, atualmente, mora em São Paulo. Lançou o blog Gabinóica, etc em 2008.


Fonte: http://www.geledes.org.br/ex-cotista-diz-que-sistema-funciona-mas-incomoda/

322 Comentários

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Eu não gosto das cotas por um simples motivo:
Elas refletem uma educação falha, uma sociedade falha, uma mentalidade falha, e uma discriminação eficiente.
Mas eu concordo que elas devam existir sim, apesar de eu achar vergonhoso chegarmos ao ponto de lançarmos mão desse tipo de programa.
Porém, acredito que o critério deveria ser outro, o de pobreza e não o de etnia.
Em hipótese alguma, a etnia ou descendência de uma pessoa, deve ser privilegiada em qualquer que seja a circunstância.
Estamos falando de uma raça apenas, a humana.
O que impede algumas pessoas de estudarem é a condição social e é essa que deve ser sanada, então que as cotas venham para as pessoas vítimas dessa fatia da população, o que englobaria, negros, índios, brancos, mamelucos, mulatos, caboclos.
Já presenciei caso de um negro bem de vida que poderia muito bem passar no vestibular sem maiores problemas, se valer da cota tirando a oportunidade de um que precisasse, só por garantia. Isso é justo? continuar lendo

Brilhante resposta. continuar lendo

Concordo sem mudar uma virgula... continuar lendo

Perfeita explanação, e mais, com o sistema de cotas tentando combater o preconceito, o Estado gera mais preconceito, pois com isso, o Estado está duvidando da capacidade intelectual dos negros, não obstante ainda, segregar aquelas pessoas de outras etnias que também sofrem com a precariedade na educação. continuar lendo

uma colocação perfeita e sem aresta,

parabéns continuar lendo

Ops: Ia me esquecendo. É um discurto politicamente bonitinho e correto. Mas somente com o brilho do verniz, sem mostrar realmente o cerne o conteudo a substancia do mérito em questão. continuar lendo

Nós estamos no Brasil,se fosse por pobreza os afortunados dariam um jeito de arrumar um atestado de pobreza,porque eles não aceitam que o governo faça nada para os pobres.. continuar lendo

Concordo 100%. Minha prima mesmo é cotista, mesmo tendo estudado no melhor e mais caro colégio da cidade. continuar lendo

Concordo plenamente!
A lei de quotas ainda abrange aos concursos públicos. Assim, ser de outra etnia, que não africana, é ser duplamente "punido" pela lei. Basta ver a nota de corte.
Uma pergunta: e como fica os milhares de haitianos que vieram e continuam a vir no país, obviamente gerarão filhos brasileiros e estes serão beneficiados pela Lei de Quotas? Pelo visto, parece extravasar aquela tese que vingou no STF da "eterna dívida" dos exploradores portugueses para com os nossos irmãos africanos e seus descendentes. continuar lendo

Por Kessye Lui
Para os que comentaram aqui, sem qualquer interesse em pesquisar, transcrevo os artigos iniciais da Lei das Cotas (Lei nº 12.711/2012) que CERTAMENTE vocês não leram:

"Art. 1º: As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.

Art. 2o (VETADO).

Art. 3o Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."

Vou interpretar para vocês já que provavelmente não seja do interesse conhecer o que a lei diz.

Ponto 1: A lei reserva 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente escolas públicas;
Ponto 2: 50% dessas vagas do Ponto 1 serão reservadas para estudantes com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita e os outros 50% para estudantes com renda familiar acima desse valor;
Ponto 3: nos dois pontos, será também considerada a soma de pretos, pardos e indígenas no estado, de acordo com o último censo demográfico do IBGE.

Resumindo: as cotas raciais estão abarcadas pelas cotas sociais, o que significa dizer que, no mínimo, o cidadão negro deverá ter cursado integralmente o ensino médio em escola pública e ainda atender ao requisito da renda familiar.
Vamos supor que o filho negro de um empresário altamente rico queira ingressar pela política de cotas. Ele poderá? SOMENTE se preencher os requisitos de escola pública e da renda, OU SEJA, o fato de ser negro não o faz ser cotista automaticamente. O principal ponto observado pela lei é justamente a deficiência do sistema público educacional, dando maiores oportunidades para famílias que possuem baixa renda familiar, seja para negros, seja para brancos. continuar lendo

Ela, verdadeiramente, representa a síndrome de Gabriela: "Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela...." continuar lendo

Sr. Andrea Meira, me permita fazer uma correção, q talvéz a senhora não saiba. O sistema de cotas nacional faz uma divisão das vagas das universidades, 50% p/ pública e 50% p/ quem n é de pública. Isso quer dizer que p/ ser beneficiado a pessoa tem q ser de escola pública, n imposta a cor. Dai dentro dessa cota existe algumas subtdivisões, p/ índio, negro (12% se n me engano) e leva-se em consideração também a renda e 2 faixas diferentes. O objetivo do sitema de cotas acredito eu não é combater o preconceito, pq isso só se faz com a mudança da mentalidade do nosso povo, mas combater a desigualdade. P/ mais informações leia a lei A Lei nº 12.711/2012. abraço. continuar lendo

Perfeito, Andréa. continuar lendo

Você presenciou o caso de UM negro bem de vida.A cotas servem também para sanar uma dívida histórica com os negros. Faça um exercício e vá até a periferia da sua cidade e veja a proporção de negros e brancos. Entre naquele restaurante top na área nobre e veja quantos negros estão limpando o chão e servindo as mesas e quantos estão sendo consumidores. Entre na sala de terceiro ano do melhor colégio da sua cidade e veja quantos são negros. Me diga se é justo. Não é justo.
Existe uma disparidade muito grande. Quando na universidade aí fica igual, mas é preciso que os negros tenha oportunidade. Critério social ou critério racial é quase a mesma coisa. Os pobres do Brasil são em sua maioria negros. Não é duvidar da capacidade dos negros é dar OPORTUNIDADE. continuar lendo

O pior racismo é: ignorar que ele existe! Oras, qualquer pesquisinha que cruze escolaridade e/ou renda X cor da pelé deixa obvio que o racismo no Brasil é um grande problema sim, o resto é achometro. continuar lendo

Faço minhas, as suas palavras. Excelente! continuar lendo

Excelente resposta, mas a etnia ainda deve prevalecer; pois ainda que entre os pobres, os brancos também tem a preferência..

Até para ser pobre o branco leva vantagem. continuar lendo

Parabéns! Na verdade o racismo que é invocado neste caso não passa de uma manobra ideológica oportunista, pois o verdadeiro problema, quando de fato existe, é a hipossuficiência financeira. continuar lendo

Está certíssima Andrea.
Cota deveria ser para pobre - mesmo que ele fosse amarelo, verde ou azul. Melhorar a base do ensino para que o pobre conseguisse chegar em iguais condições no exame "vestibular" (nem sei mais como se chama isso) . Assim teríamos mais pobres nas Universidades públicas e a desigualdade social diminuiria. Veríamos muito menos negros se valendo desses "artifícios" das ações afirmativas que de afirmativa nada tem. continuar lendo

Correto, as cotas tem o grande efeito colateral de aumentar a segregação da sociedade. Já que raça não existe, deveríamos ignorar essa variável na definição de qualquer política pública. Racismo se resolve ignorando o conceito raça, não utilizando ele como definidor de privilégios. E agora com a cota para concursos públicos o incômodo social vai só aumenta, já que a classe pública em si já roga de privilégios muito questionáveis, tais como uma previdência insolúvel sustentada pelos trabalhadores do setor privado.
E provavelmente os beneficiados serão a elite de cor negra ou morena (não branquela). Aliás, há inúmeros casos em que um irmão mais claro não recebe a cota e um mais escuro a receberia (tenho exemplos na minha família). Essa arbitrariedade lembra os critérios raciais usados no terceiro Reich.
Boa parte dos estados americanos, onde o federalismo realmente existe, já aboliram as cotas raciais por considerarem inadequadas, incorretas e perigosas. O primeiro foi a califórnia: http://oglobo.globo.com/sociedade/suprema-corte-dos-eua-respalda-fim-de-criterios-raciais-em-admissao-de-universidades-do-michigan-12262088 continuar lendo

Sim concordo plenamente, milha opinião é nesse sentido. continuar lendo

Você leu a lei de cotas antes de falar isso? continuar lendo

Nadia, esse negro tirou a oportunidade de outro. Ele teria passado sem precisar de cota. Ele aderiu só para garantir a vaga. Ele passou muito bem, teve ótima colocação, ele não precisava e ele usou a cota. Isso foi revoltante. Eu não sou alienada, eu sei onde vivo, sei do racismo que existe neste país, não estou alheia à ele, mas eu não posso, de forma alguma me sobrepor alguns a favor de outros. continuar lendo

Você realmente conhece a lei das cotas?

Você diz :"Já presenciei caso de um negro bem de vida que poderia muito bem passar no vestibular sem maiores problemas, se valer da cota tirando a oportunidade de um que precisasse, só por garantia. Isso é justo?"

É mesmo!? Bom, ele então faz parte de uma GIGANTESCA EXCEÇÃO de alguém que está muito bem de vida e ainda assim cursou todo o Ensino Médio em escola pública - pré-requisito para ter acesso às cotas. Coisa rara! Que bom, se esse é o caso, ele se qualificou então no PRIMEIRO REQUISITO para estar entre os 25 a 50% de vagas reservadas para as cotas previstas em Lei. Ocorre que, pela Lei das Cotas, destas vagas metade são para famílias com renda familiar abaixo de 1,5 salário mínimo - no que ele com certeza não se encaixa, certo? Logo, estamos falando então aqui das outras 12,5% a 25% das vagas, dentre as quais será garantida uma porcentagem igual à do censo do IBGE para auto-declarados pretos ou pardos. Essa porcentagem se aproxima de 50%, arredondando a grosso modo. Estamos falando então de 6,75% a 12,5% das vagas de Universidade Pública. Que não estavam destinadas a rendas familiares inferiores a 1,5 salários mínimos, diga-se. Perceba que as cotas é para garantir um percentual MÍNIMO de ingressos no ensino superior. O fato de ele ter entrado não significa que ele tirou vaga de ninguém nas cotas, porque nada impede de entrarem mais negros do que o percentual MÍNIMO, certo?

Veja então que através das cotas podem entrar negros, índios, brancos, mamelucos, mulatos, caboclos... justamente como tu reclamou que fosse. Já é assim. Mas a lei vai mais além que isso, pra garantir também um MÍNIMO de equidade racial.

Pra quem quiser ler o inteiro teor da Lei, é a Lei 12.711, de 2012, segue o link:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm

Abraço, boa leitura! continuar lendo

Na concepção da elitezinha branca e mimada do Brasil, lugar de negro é na criadagem, garantindo suas roupas limpas e a segurança de suas casas. Os negros carregaram este país literalmente no lombo vendo os favores que este país prestou e presta a uma casta preguiçosa que agora vem falar de mérito como se tivesse algum, e se hoje tais benesses foram canalizadas para equiparar a desigualdade, aprendam a engolir como o povo negro foi forçado a fazer durante cinco séculos, se não, mudem de país. continuar lendo

"...O Racista é um burro, mas o mais burro não é o racista, é o que pensa que o racismo não existe..." - Gabriel Pensador continuar lendo

Perfeito!!! ipis literis!!! continuar lendo

Na verdade acho que saímos um pouco do rumo da conversa. Creio que a intenção do artigo não foi colocar em debate se somos contra ou a favor das cotas. A história aqui contada, aliás uma bela, admirável história, nos trouxe a questão do preconceito, entre eles o racismo, muito mais que qualquer coisa. E na minha opinião, vejo seu comentário Andrea Meira, como preconceituoso. Não me leve a mal, explico-me. É justamente sob essa ótica de que somos todos seres humanos e ninguém precisa ser "privilegiado" por seu sexo, opção sexual, etnia, religião, etc. para ter seus direitos humanos garantidos que os desiguais são tratados como iguais, favorecendo uns mais que outros. Aliás, comumente favorecendo sempre os mesmos., Cito alguns exemplos da minha história de vida que me marcaram de forma a me fazer refletir sobre o quanto somos preconceituosos sim e, justamente por isso, ainda se fazer necessário "privilegiar" alguns grupos. Na escola meu filho de 4 anos deveria fazer um trabalho sobre o Dia do Índio. Ele aprendeu que´índio mora em oca, usa tanga e come peixe. Eu percebi que na cabecinha dele, e com certeza na cabeça da maioria das crianças que nunca viram um índio, "aquilo" era um personagem do folclore, como o Curupira ou o Saci. Inconformada por não conseguir explicar, como mãe, quem era um índio, levei-o a conhecê-lo de perto. Fui à Funai onde sempre há grupos de índios reunidos, em visita à capital federal. Chegando lá, seu espanto foi tão autêntico e sua descoberta tão natural que me emocionou. Ao ver aquelas pessoas com os beiços furados em enormes alargadores, cabelos cortados em estilo próprio, alguns até de penas e cocares, ele disse com ar de total surpresa: Nooossaaaa... índio é gente! Dá prá entender com esse exemplo (tenho tantos outros semelhantes!) o que se passa na cabeça da sociedade? Não somos iguais gente! Não nos enxergamos assim! No caso do preconceito contra os negros, é muito simplismo falar que a cor da pelé não o impede de estudar, pois a realidade mostra que ainda que ele seja negro e rico, terá sempre um passado que o condena a ser algo inferiror, talvez um ser humano, mas sempre inferior. E esse passado está impregnado na nossa cultura, no nosso imaginário. Sejamos realistas! Então há que haver, ao menos pela Lei, algo que coloque quem já foi escravo, e outras mazelas, entre os seres humanos. continuar lendo

Concordo totalmente com você Andrea Meira. O sistema de cotas vem apenas refletir a incapacidade do governo deste país de colocar em prática tudo o que ele diz garantir na Carta Magna. É sabido por todos nós que a população negra sofreu situação de desvantagem desde que foi trazida para estas terras, porém creio que essas cotas para educação teriam mais serventia em 1890 do que hoje, pois o governo não está em dívida apenas com os negros, mas com toda a população carente que depende da educação "gratuita" que deveria ser assegurada por ele. Alguns argumentaram que as cotas são divididas entre escolas públicas e privadas, existindo dentro delas uma subdivisão para negros, índios e outros, entretanto não consigo entender o motivo desta subdivisão, já que todos advieram da mesma educação deficiente. Sou pobre e universitária, vinda de família negra e índia, porém, por meu pai ser branco minha pelé é clara, estudei toda minha vida em escolas públicas, com exceção de um ano que cursei em uma instituição filantrópica, destinada a população carente e devido a este ano nesta instituição o governo vetou minha participação em qualquer cota referente a rede pública de ensino. Desde então, venho tentando entender o real motivo para existência de tantas cotas que no final das contas colocam pessoas que deveriam estar em igualdade em situações diferentes. Não acredito que o Estado esteja duvidando da capacidade intelectual dos negros, mas acredito o melhor critério a ser adotado seja a condição financeira e não a cor da pelé de ninguém. continuar lendo

Muito bem Andreia , boa resposta, queria dizer para a grabriela moura, que não foi só ela que teve uma infância miserável, na minha infância em casa tinha dia que o almoço era um ovo dividido por 3 pessoas, pois não tinha comida era ovo com farinha, e sou branco isso não me trouxe nenhum privilégio, você e mais 90 % da população brasileira tinha dificuldade até para se alimentar e se vestir no passado, devemos agradecer a elite brasileira que está trazendo o progresso para todos nós e pode ter certeza não é os políticos que faz um país crescer e sim a ambição dos pobres que ficaram ricos e reinveste sua riqueza que automaticamente acaba sendo distribuída......sou contra qualquer espécie de discriminação racial.... continuar lendo

Concordo com sua resposta Andrea, reconheço o mérito de Gabriela e de tantos outros, mas sua publicação traz muito de um ranço injustificável, a dificuldade relatada não é privilégio de raças quaisquer que seja, mas da condição social. A vitória é tanto mais engrandecida quanto maior for a dificuldade em alcança-la. O sistema de cotas como o de bolsa foram criados mais para fins eleitoreiros já viram algum projeto educacional de base que melhore a qualidade de ensino para todos? Já viram algum projeto governamental com vistas à qualificação profissional voltado para os beneficiados dos programas sociais a fim de que possam se libertar destes programas com melhores empregos? Se todos são iguais perante a Lei, porque a divisão do país em cotas? continuar lendo

Andrea Meira, não sei qual é sua formação acadêmica, contudo tenho uma certeza, ela não foi pautada na educação inclusiva.
Aqueles, que como eu, experimentaram a educação inclusiva podem testemunhar que as cotas funcionam. Não somente para afrodescendentes, mas para alunos carentes, que como eu puderam entrar nas portas do curso de direito da UnB, e hoje no curso de medicina posso afirmar que jamais teria ingressado neste curso se não houvessem as cotas. Contudo, meu desempenho demonstra que cotas equiparam ricos e pobres.
Sugiro que reveja seus (pre) conceitos. continuar lendo

Nadia Mendes:

Não sei se encontraria um negro nos ambientes que citastes, pois eu, como grande parte da população brasileira de qualquer cor não consegue frequentar ambientes deste tipo.
Meus filhos por terem cursado colégios públicos, não estão tão preparados para concorrer com quem tem melhor preparo e não precisam ser negros para serem excluídos. Me sinto no mínimo desconfortável, pago meus imposto, trabalho desde os 15 anos, meus filhos trabalham e não são negro e não possuem cotas para si. Meus antepassados nunca tiveram escravos, nunca ganharam com isto, pois vieram ao Brasil para trabalhar na lavoura e agora temos uma fatura para resgatar junto aos negros!?!
Curioso é ver gente defendendo cotas, algo que cria mais desconforto na sociedade, mas não briga por uma melhora no ensino básico para todos, pois com isto TODOS ganhariam. Muitos defendem um sistema excludente, simplesmente pela esperança de obtê-la para si.
Continuamos no Brasil buscando sempre atalhos. Se meu filho negro conseguir entrar por cota, oba! Os outros negro (ou Brancos, etc..) que não entraram pois cursaram péssimas escolas que se lamentem. continuar lendo

Eu já pensei assim (contra cotas). Até estudar com profundidade a questão da exclusão social dos negros e os mecanismos de perpetuação que - pasmem! - passa pelo sistema educacional também.

As cotas são o mínimo que o Estado Brasileiro faz pra indenizar os afrodescendentes, quer seja pelas atrocidades cometidas, quer seja como pagamento social pelo desenvolvimento econômico do país, que por 350 anos se deu no lombo do negro.

O discursinho falsamente democrático generalista "todas as raças são uma só" é bem confortável para grande parte da nossa população branca. Escancarar o racismo histórico, que de velado nada tem, e apontar o dedo das razões porque a maior parte da população paupérrima é negra, isso sim é enxergar.

É isso. continuar lendo

Seria interessante avaliar a quantidade de pessoas negras dentro de uma escola pública x de uma escola particular, também a quantidade de pessoas negras ocupando os chamados "sub-empregos" (onde há importância, mas não há remuneração adequada) x ocupando altos cargos, a quantidade de pessoas negras que vivem em baixas condições x as que vivem (e sempre viveram) bem. Avaliou? O racismo não é apenas uma carga histórica que carregamos, onde desde a época do ventre livre e logo após com a abolição os negros não conseguiam serem livres de verdade porque continuavam a depender dos mesmos senhores detentores do poder e tinham que aceitar trocar o seu trabalho por muito pouco (o que ainda é muito comum) ou então não viver, a sociedade de hoje ainda possui uma enorme carga dessa época, as pessoas ainda possuem uma enorme carga de preconceito, tanto que muitas vezes para seleção de pessoas em certos empregos, havendo um candidato branco x um candidato negro, o branco é escolhido não pela capacidade, mas pela cor da pelé. E não me digam que isso é incomum, porque seria ingenuidade.
O sistema de cotas ainda exige que sejam alunos de escolas públicas, contendo vagas tanto para negros, quanto para índios, isso é inserção social, uma política pública que proporciona maior visibilidade, maior possibilidade da participação de indivíduos excluídos a tanto tempo (tanto pela falta de dinheiro, tanto pela cor) na sociedade. Eu acho muito justo sim, senhor. continuar lendo

Acho que este comentário encerra quaisquer outros comentários. Nada a acrescentar. Parabéns Andrea Meira! continuar lendo

Sou negro de 37 anos de idade, vim de uma família humilde, não tive pai por perto e não conheci a minha mãe, morei em comunidade até meus 6 anos no alto do morro em Padre Miguel, e depois vim parar em São Gonçalo-RJ, e morei na casa de pessoas q ñ era a minha família, morei com meu pai pra ñ dizer q eu ñ morei, foi de 10 aos 15 anos , depois ele me largou na casa de uma mulher q era minha madrasta e comi o pão q o diabo amaçou até meus 23 anos qndo decidir morar sozinho, sou servidor a 5 anos, sou e ñ precisei de cotas para garantir o respeito. Particulamente eu não aceito esse tipo de benefício, sou formado nível superior e, gestão e hoje estudo pra PRF e PF (área policial). O governo fez isso por política, todos nós já sofremos em alguma coisa, situações difíceis são híbridos, se ñ fosse assim, tds iriam sofrer e ter consequência iguais. Teria q dar esse benefício para os nortistas e os nordestino tbm, pq só a gente se eles sofreram tbm, tds são iguais perante a lei, ñ é o q está escrito! Teria q dar o tal benefício para os judeus, eles não sofreram na guerra e vieram refugiados! Lembra da servidora q passou no concurso do TJDFT q tinha 4 filhos e catava lata na rua, "branca" de olhos verdes e ainda estava gravida, pessoas como ela foi mas discriminada q a gente devido ter o defeito nos lábios (esqueci o nome) e por ela ter a enorme quantidade de filhos. Sou de vário grupos de estudos do face e whatsapp, falo a vdd e como Jair Messias Balsomaro disse: Se o Joaquim Barbosa está lá, é pq foi por mérito dele e ñ por cota, tds são iguais perante a lei. Nunca andei com más companhia, sempre trabalhei e vizinhos q sempre gostavam de mim me falaram a pouco anos atras q pensava q eu iria virar bandido devido a a minha postura e meu linguajar, chega até ser engraçado pq qndo eu completei meus 23 anos, comecei a estudar e me dedicar, aprendi a conversar melhor, ler mas e ser mas educado, e a minha educação eu aprendi sozinho no meio de pessoas boas e hoje estou aki, 3 filhos, servidor federale continuo prosseguindo a minha carreira de concurseiro. A vd é fácil pra ninguém só é dificil se vc quiser. e quem quiser me conhecer é só deixar uma msg q eu depois posso add no ena rede social e sempre vou falar, essa cota foi pra enganar os brasileiros e ainda aquela Benedita q eu ñ acho competente pra nada q até pouco tempo estava defendendo um menor q estava fazendo um "pequeno furto no bairo", essa foi a frase dela, essa senhora colaborou com o detrimento q causou tudo isso. A discriminação está na prórpia pessoa, se ñ fosse isso ñ ia ficar brigando pra querer diferenciação em instituição em serviço público. continuar lendo

Andrea, simples, objetiva, transparente a sua colocação. Parabéns!!! continuar lendo

Concordo.
Vê-se claramente a falha - proposital ou não - no argumento presente no texto na seguinte passagem: “A prática não deixa muita dúvida: educação é para quem pode comprar”.
A educação meritocrática é para quem pode passar.
Encher as universidades - públicas e privadas - de quem não tem condições de estar no 1º ano do segundo grau não ajudará em nada o país, pelo contrário.
Por que a autora não mostrou de fato sua capacidade ao passar em prova? POr que entende que tinha mais direitos do que alguém branco e pobre que estivesse na mesma situação econômica que ela? continuar lendo

Eu só gostaria que a lei e as oportunidades realmente abraçassem a todos igualmente sem a necessidade desse tipo de programa.
Não sou preconceituosa, sei que somos diferentes em aparências e culturas, e considero essa diversidade maravilhosa e enriquecedora.
Seja lá quais forem os critérios adotados para essas leis, o que eu sempre percebi foi pessoas que "conhecem alguém" conseguem dar a volta em alguns artigos.
Se alguém se sentiu ofendido, além de mim que fui chamada de preconceituosa por querer tratamento igualitário a todos, ou que teve o comentário posto em dúvida por que o negro em questão era conhecido de alguém que facilitou as coisas, por favor me desculpem. continuar lendo

Andrea Meira,
Parabéns pelo o seu comentário, concordo plenamente com você. continuar lendo

Andrea, sua conotação foi muito sensata. Compartilho completamente da sua reflexão. Mas, me preocupa a questão do pobre não ter motivações necessárias e também por razões que vc conhece, a desnutrição é fator eminente para que o ser humano desenvolva condições de racionar ao conhecimento que ele venha a ter. nem todo crescimento é bom se ele não for bem nutrido. Nehum programa educacional irá funcionar se a população carente não obtiver acesso á alimentação basica. continuar lendo

Essa história de faturar em cima de infância difícil contra pessoas que nada tem a ver com isso não mais se justifica na cultura da nossa época. continuar lendo

Recentemente um candidato, medico, rico, zona sul do rio de janeiro, foi passando em todas as fases do concurso para Diplomata do Instituto Rio Branco. Teve tanta cara de pau entrou como cotista. Um homem lindo, olhos verdes, e pelé dourada do sol de Ipanema. Quem quiser, é só procurar. Saiu até na Veja. Ele disse, nào sou negro, mas sou descendente. Se eu posso usar, uso. Já fui reprovado quando competi sem cotas. Foi isso que ele disse,com alguma coisinha a menos ou a mais. continuar lendo

Parabens Andrea,

Vc foi justa e sabia, é isso que precisamos, de pessoas que tem censo de justiça, onde deixa claro que o direito e de todos, não se cale e faça valer seu pensamento.
E claro e justo, que aqueles que se esforçaram devem ser valorizados, independente de qual etinia.
Exclusividade deve ser abolida, agora oportunidades de forma ética e justa, deve ser mantida.
Para que tenhamos um Pais, com igualdade e justiça, muitas coisas precisam mudar urgente, e isso só vai acontecer a partir de uma ação global por todas a redes sociais, sem favorecimento descontroláveis, vejam o que esta acontecendo, a MIDIA mostra isso, esta sim ocorrendo uma descriminação aberta e clara, isso é pouca vergonha e não deve ocorrer nunca. onde vaos parar, pode ser muito perigoso.
Vamos fazer sim, valer o direito de todos, sem penalizar e tirar de outros.
Somos todos filhos de DEUS, e igualdade deve ser justa.
Afinal o que estão querendo fazer, conflitos..., vamos empregar o amor e justiça a todos e valorizar aqueles que buscam de forma bonita e batalhadora um mundo melhor. continuar lendo

Maikon Eugenio,
Com o devido respeito, VÁ LER UM POUCO SOBRE o autor Pierre Félix Bourdieu.
Aliás, se o Maikon Eugenio lesse todo o artigo da Garbiela, prescindível ler o Bourdieu...
Alegar que "vestibular" é meritocrático e "seleciona os mais bem preparados intelectualmente" é o mesmo que achar que tem humanos morando no sol.

Mas, vá ler Bordieu. continuar lendo

Andrea, li somente agora seu comentário, mas já tenho a acrescentar, infelizmente, que ele têm uma falha na sugestão, já que dar cotas a pessoas que se dizem pobres e podem provar isso não é um método eficiente, já que meus pais poderiam ser ricos e eu, sem trabalho, sem estudo, sem vontade de levantar da cadeira e deixar de jogar computador, poderia ser pobre, vivendo de favor. Você acha isso justo? Felizmente o contrário aconteceu, meus pais pobres, estudei muito, fiz vestibular vindo de escola pública e cursei engenharia civil, andando 15 km a pé para ir estudar todos os dias, sob sol ou chuva, sem faltar um dia. Hoje pude ter meu apartamento pequeno e um carro popular, mas nunca precisei de uma cota para me destacar e nenhum atalho na vida. continuar lendo

Na minha opinião:
1º - ser negro não é sinônimo de ser pobre. Se tem que existir cotas, que exista pra quem precise dela independentemente de cor.
2º - “A prática não deixa muita dúvida: educação é para quem pode comprar” é uma frase totalmente falaciosa e que não demonstra verdade alguma e digo isso por experiência dentro de casa (filho de mãe pobre, negra e do interior de Minas e com 8 irmãos da mesma idades e hoje tem seu bom emprego, faculdade e nunca precisou se vitimar de nada pra conseguir isso e muito menos teve dinheiro para "comprar" a educação que queria) e ainda gostaria de reafirmar que, mesmo sem cotas, ou com cotas, com dinheiro ou sem dinheiro, a cada dia vemos exemplos de pessoas com dinheiro e que acabam numa vida "lascada" e pessoas sem dinheiro que acabam muito bem na vida.
3º Cotas pra negros, não é pra ajudar quem é pobre e sim pra ajudar a enegrecer as faculdades públicas, pois se fosse pra ajudar quem é pobre as cotas seriam pra quem realmente precisa (friso), coisa que tenho certeza que nas perefierias existem gente branca e negra passando pelas mesmas situações independente da cor.
A FOME e A MISÉRIA NÃO fazem distinção de cor!
4º Esse tipo de gente que era pobre, negra e que conseguiu entrar na faculdade por meio de cotas pra negros seriam beneficiadas do mesmo jeito em uma conta social (que seria para pobres independente de cor), ou seja, então porque não defender a cota social que os abrangeria e conseguiria atingir de forma mais homogênea a quem realmente precisa? Resp.: Porque gente, igual essa blogueira, precisam justificar a sua bandeira a qualquer custo, seja pra se manter dentro do governo alocando recursos , seja pra continuar tendo motivos para ser blogueira, seja por qual motivo que for, mas a verdade é que essa pessoa está longe de querer algum tipo de igualdade na distribuição de renda no nosso país ou querer o sucesso dos mais necessitados independente de bandeira. continuar lendo

artigos iniciais da Lei das Cotas (Lei nº 12.711/2012) que CERTAMENTE vocês não leram:

"Art. 1º: As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.

Art. 2o (VETADO).

Art. 3o Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."

Vou interpretar para vocês já que provavelmente não seja do interesse conhecer o que a lei diz.

Ponto 1: A lei reserva 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente escolas públicas;
Ponto 2: 50% dessas vagas do Ponto 1 serão reservadas para estudantes com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita e os outros 50% para estudantes com renda familiar acima desse valor;
Ponto 3: nos dois pontos, será também considerada a soma de pretos, pardos e indígenas no estado, de acordo com o último censo demográfico do IBGE.

Resumindo: as cotas raciais estão abarcadas pelas cotas sociais, o que significa dizer que, no mínimo, o cidadão negro deverá ter cursado integralmente o ensino médio em escola pública e ainda atender ao requisito da renda familiar.
Vamos supor que o filho negro de um empresário altamente rico queira ingressar pela política de cotas. Ele poderá? SOMENTE se preencher os requisitos de escola pública e da renda, OU SEJA, o fato de ser negro não o faz ser cotista automaticamente. O principal ponto observado pela lei é justamente a deficiência do sistema público educacional, dando maiores oportunidades para famílias que possuem baixa renda familiar, seja para negros, seja para brancos. continuar lendo

Marcos Alexandre, muito obrigada por ler meu comentário e reproduzí-lo. continuar lendo

Rafael parabéns,

Vc foi claro demais, o que estão buscando não é direitos porque isso ja tem a muito e muitos anos, como todos nesse Pais, não existe qualquer restrição a ninguem..
O que querem é exclusividade tirando daqueles que precisam, independente de cor ou não, isso é ridiculo e tem que acabar imediatamente, para isso a população tem que agir, pois acredito que o objetivo e bem pior do que se falam, enfim as estatisticas estão ai.
Todos são iguais e merecem os mesmos direitos, isso se tornou racismo SIM.
Coisa que existiu a muitos e muitos anos atras, que era uma vergonha que jamais deveria acontecer.
Mas agora esta voltando e ao inverso, querem que as demais etinias paguem a conta, sendo que se quer ninguem tem a ver com isso, e da pior forma possivel em pleno seculo XXI.
Gente repito somos todos iguais e filhos de DEUS, e temos todos os mesmos direitos e não é justo pagarmos com essa barbaridade que asola nosso País.
Tenho amigos negros e brancos, e para mim o que vale é a pessoa e não o resto, não existe o melhor e o pior por causa da cor e sim pelo que é. continuar lendo

Vou contar minha história também... mas resumidamente....
Branca, de família pobre, minha mãe ficou viúva quando eu tinha 8 anos de idade, e criou as duas filhas com uma modesta pensão deixada pelo meu pai, sempre estudei em escola pública, não consegui passar em vestibular em universidade pública, talvez se eu tivesse me esforçado conseguiria, mas enfim ingressei em uma instituição particular, pagando mensalidade com um filho para criar, e o único benefício que tive foi o FIES, que termino de pagar em 2017... cansada de não ser valorizada nos empregos da iniciativa privada, aqui no oeste do Paraná, decidi estudar para concursos públicos, e sem nenhum cursinho eu graças a Deus e a minha força de vontade, renúncias e persistência hoje sou funcionária pública na UTFPR... Ainda bem que foi antes de aprovarem a lei para cotas raciais também em concursos públicos, talvez correria o risco de perder minha vaga para uma pessoa com desempenho inferior ao meu na prova, eu ainda acredito que para ser justo tem que ser conquistado por mérito, que fosse então como as cotas para baixa renda, ou para quem só estudou em escola pública, pois que igualdade é essa? Nascemos todos na mesma época e ainda o pessoal se auto discrimina.... continuar lendo

Perfeito... isso séria um artigo muito melhor do que a história da "GABRIELA". continuar lendo

Pois é Miriam, concordo com você em tudo o que disse. Cotas para baixa renda teria abrangência geral sem essa falácia de cotas pela cor da pelé. Isso sim é racismo; racismo legal. continuar lendo

Perfeito.Essa é uma história de fato. continuar lendo

Tinha pensão , FIES e é funcionária pública, não dá para entender!!! Deveria valorizar, isto sim, todos os movimentos de inclusão do governo. Afirmar que preparo é igual a capacidade por favor!!! Pensem , usem seus cérebros, os estudos já mostram que os cotistas se esforçam mais que os não cotistas (uma obrigação que deveria ser de todos) e vale lembrar que a universidade pública é para todos e o critério de admissão não deveria ser o dinheiro, voce mesmo não conseguiu. Precisa começar com algo , aperfeiçoar e com um ensino de qualidade PARA TODOS acabar... O seu relato soa mais como ressentimento, mais eficiente seria se fosse para demonstrar que as cotas precisam ser aperfeiçoadas até que tenhamos um ENSINO DE QUALIDADE PARA TODOS. continuar lendo

Cristina, se sou funcionária Pública hoje sou graças ao que eu estudei, se tive fies, trabalhei para pagar, se minha mãe teve pensão foi porque lhe era devido, sou de origem humilde, a questão é que a educação de base eu tive toda em escola pública e não fui beneficiada.. só isso.. é meu ponto de vista... respeito o seu tbm... Em nenhum momento disse que o critério de admissão deveria ser o dinheiro... Com certeza o ensino de base precisa ser padronizado em todo o país...vc interprete como preferir, ressentimento?? citei um exemplo de dificuldade que os brancos pobres também passam... continuar lendo

Já leu a lei das cotas? Aproveita pra ler antes de falar o que não sabe. continuar lendo

kessye, o que eu estou falando não é contra a lei rsrsrsr ... é meu ponto de vista e meu posicionamento apenas.. blza? Eu faço as matrículas na Universidade em que trabalho, conheço a lei, beneficia quem é só baixa renda e que só estudou em escola pública também independente de raça, o que na verdade EU acho que seria o mais justo para todas as cotas... Não sou obrigada a pensar como todo mundo e eu penso assim.. continuar lendo

Miriam, a lei já atende a isso que você tanto quer. As cotas são para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escola pública e também que não tenham condição financeira. Exatamente isso que falo: tenha sua opinião contrária, mas LEIA antes disso. O fato de ser negro não faz com que seja cotista, é necessário atender diversos requisitos para isso e o principal deles é o ensino médio em escola pública.

E já que vc editou sua resposta, e que agora ficou com grande contrariedade com seu post inicial, farei um complemento também.
Que bom que agora você explanou que sabe do fato de que ser negro não faz ser cotista. Espero que você saiba também que não são todos os concursos públicos que são abarcados pelas cotas. continuar lendo

Duvido que alguém sinta medo de você quando você entra em algum estabelecimento comercial.
Duvido que você já tenha apanhado da polícia por ser branca.
Duvido que os homens não querem casar com você porque você é branca.
Se você quisesse poderia entrar na faculdade na cota para baixa renda.
Mas a verdade é que os Estados brasileiros ensinam uma coisa no ensino médio e cobram outra coisa pra você ingressar na universidade do mesmo estado, isso é cerceamento de direito. continuar lendo

Leonardo, quando entrei na faculdade foi em 2007,ainda não tinha a lei, com certeza poderia sim, entrar pela conta de baixa renda se fosse nos dias de hoje, e lamento muito o racismo que existe, a discriminação, sendo que muitas vezes os bandidos estão usando terno... de forma alguma diminuo a dificuldade dos outros, apenas é um ponto de vista quanto a questão das cotas, não sei se esse seria o parâmetro para medir quem merece mais. continuar lendo

Miriam você também seria beneficiaria das cotas. Repetindo o Marcos Alexandre - Leia Lei das Cotas (Lei nº 12.711/2012) que CERTAMENTE vocês não leram continuar lendo

Vou dar minha opinião pessoal sobre o assunto. A matéria me pareceu muito limitada e a visão que tive foi de uma pessoa se fazendo de vítima. Se você procurar, sempre encontrará alguém com uma história mais trágica que a anterior, o resto é justamente o inicio de meu comentário, a vitimação sem fim que as pessoas impõem para compor suas aparências. continuar lendo

exatamente isso. continuar lendo

Também achei a mesma coisa, Grabriel. continuar lendo